domingo, 2 de novembro de 2008

On a Plain - Read My Lips

Desde o lançamento do EP Special que os On a Plain nunca mais pararam de mostrar o seu trabalho, vários foram os concertos e entrevistas a diversos meios de comunicação, tendo culminado com a atribuição do prémio “Banda Revelação” pela revista Anim’arte.

Depois de em 2007 os On a Plain terem lançado o seu EP, agora surge o seu primeiro, e novíssimo álbum “Read My Lips”. Mas desengane-se quem espera ouvir o lado B do EP, pois ao invés de um som limpo e cuidado como era o do EP, agora este álbum apresenta uma roupagem bem mais crua e rockeira, tendo o tema “Devil’s puppet como expoente máximo. Temos contudo como excepção o single “Change” e o tema “Always Forever” que são aqueles que mais próximos estão da musicalidade do EP.

No entanto, isto não quer dizer que os On a Plain tenham mudado, pois os ritmos melódicos que tão bem os caracterizam não desapareceram, bem pelo contrário, estão cada vez mais presentes.

Resta acrescentar que o álbum é constituído por 10 temas e tem ainda uma faixa multimédia com fotografias, músicas e letras, videoclips e uma biografia da banda, mas disponibiliza muitos outros conteúdos cujo acesso depende da introdução de uma palavra-chave que estará escondida na própria faixa multimédia. Refiro ainda que o álbum tem a chancela da Best Rock Fm.

A apresentação do cd está marcada para o dia 15 de Novembro às 23:00 no bar City.Come em Viseu.

Em baixo podem ver o videoclip do single “Change”.





quarta-feira, 29 de outubro de 2008

The Flight of the Conchords




Esqueçam tudo o que já ouviram dizer acerca de musicais! The Flight of the Conchords são um duo Neo-Zelandês (Nova Zelândia não é Austrália!) que faz comédia com a sua música. O buzz foi tão grande que um dia a HBO os contratou para fazer uma série. Nesta eles são...eles próprios: Bret McKenzie e Jemaine Clement vão até Nova Iorque tentar singrar no meio musical. Como manager contrataram um funcionário do consulado Neo-Zelandês. Concertos é que nem vê-los!
A série já data de 2007 e espera-se uma 2ª temporada para o próximo ano. Tenho que admitir que nunca fui grande fã (muito pelo contrário) de musicais, mas a música e letras destes dois são do mais absurdo e hilariante que existe, sendo que nos intervalos das músicas (vá, não quero exagerar, há 1 ou 2 músicas no máximo em cada episódio) há uma comédia bastante eficaz e viciante.
Aconselhado a todos os que usam o cérebro.

9,5/10

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mas os pedintes e os artistas...


"Mas os pedintes e os artistas são apenas uma pequena parte da população de vagabundos. São a aristocracia, a elite dos caídos. Muito mais numerosos são aqueles que não têm nada para fazer, sem sítio para onde irem. Muitos são bêbedos, mas este termo não faz justiça à devastação que eles representam. Carcaças de desespero, cobertos de trapos, rostos feridos e a sangrar, arrastam-se pelas ruas como se levassem correntes nos pés. Dormem nas entradas das casas, oscilam insanamente pelo meio do tráfego, caem nos passeios - parecem estar em todo o lado sempre que nos damos ao trabalho de os procurarmos. Alguns morrerão de fome, outros sucumbirão às intempéries, e muitos outros serão espancados ou queimados ou torturados."


Palavras retiradas do livro "A Trilogia de Nova Iorque" de Paul Auster

domingo, 7 de setembro de 2008

In Bruges

In Bruges foi escrito e realizado por Martin McDonagh, e é sem dúvida alguma uma grande película.
O filme aborda uma dupla de assassinos profissionais, que estão a fazer tempo na cidade Belga, após um trabalho mal sucedido em Londres. Enquanto permanecem nesta cidade, criam laços entre si, e começam a reflectir sobre aquilo que tem sido a sua vida, o modo como a encaram e em simultâneo como visualizam a morte.
A forma como o realizador abordou a cidade de Bruges foi notável, pois para além de no final do filme ficar-se com a sensação de que só ali a rodagem podia ter sido feito, pois a forma como o realizador conseguiu gerir todo o simbolismo que esta cidade granjea com a história em causa ser sublime, fica-se igualmente com uma vontade imensa de conhecer a cidade.
Acrescento só que o elenco principal conta com Breadan Gleeson, Ralph Fiennes e Colin Farrell, todos eles com desempenhos notáveis e magistrais.
Para quem gosta de cinema de qualidade, aconselho-o vivamente.

8/10

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A imagem de uma mulher velha


"Por várias vezes, parou-se diante do espelho do armário. Nua, a imagem de uma mulher velha: os cabelos velhos, a pele pendurada nos ossos, a carne sem forças, os seios murchos a serem duas bolsas de pele gasta."


Palavras retiradas do livro "Cal" de José Luís Peixoto

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

CSS - Donkey

Depois de um primeiro trabalho elogiado e aclamado, a banda brasileira Cansey de ser sexy volta à carga. Desta feita o novo álbum intitula-se Donkey e é composto por 11 temas.
Este novo trabalho mantém as linhas que teceram o anterior - a electrónica e o pop. Na minha opinião este álbum resulta de uma evolução natural do som da banda, pois nota-se ser mais adulto que o anterior, mas em simultâneo mantém o seu lado ingénuo, puro e viciante.
Um facto curioso é que a Volkswagen Brasil associou-se aos CSS e patrocinou o download gratuito do álbum no site do projecto Álbum Virtual. Segundo palavras da Directora de Comunicação e Marketing da Volkswagen Brasil, “o download do novo álbum do Cansei de Ser Sexy é um presente da Volkswagen para o público. Estamos apostando nesta nova alternativa de mídia e queremos que todos, mesmo aqueles que não têm nenhuma relação com a montadora, possam ter acesso à música de uma maneira oficial”.
Não deixa de ser curioso e inovador a atitude desta multinacional automóvel, e obviamente de aplaudir, pois não me recordo de nenhum empresa do género se ter associado a uma banda no sentido de a apoiar.
Será que a "nossa" Volkswagen também está a preparar uma surpresa, e irá apoiar um projecto musical nacional?

PS: Escusam de tentar fazer download do álbum no site Álbum Virtual, pois apenas utilizadores com ip brasileiro estão autorizados a fazê-lo.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Call Girl

Segundo o Instituto do Cinema e Audiovisual, o filme Call Girl, entre os meses de Janeiro e Junho do corrente ano, foi o nono filme mais visto, tendo totalizado 175499 espectadores e uma receita bruta de €779.271,85.
Parabéns João Pedro Vasconcelos, pelos números, não pelo filme, pois este, apesar de ser razoavelmente melhor que "Corrupção" de João Botelho, o que também não era difícil de ser conseguido, é igualmente um filme fraquinho.
Sinceramente que não é uma fixação minha em criticar de forma leviana o cinema português, pois um filme como o Sorte Nula, por exemplo, merece a minha melhor crítica. É um filme ajustado à realidade portuguesa, cingindo-se a uma história simples, mas muitíssimo bem trabalhada, sem tentar colar-se às "americanices" audiovisuais. Agora Call Girl tenta ser aquilo que não pode nem deve ser.
No entanto a verdade é uma, é que apesar da fraca qualidade de filmes como "O crime do Padre Amaro", "Corrupção" e agora "Call Girl", os portugueses têm correspondido, pois têm acorrido em grande número aos cinemas, fazendo provar que afinal o crime compensa. Farei então parte de uma pequena minoria, que não se limita a ver um trailer para correr em direcção a um cinema para apreciar, a qualidade, ou a falta dela, neste tipo de filmes.
Em relação a Call Girl, dizer que este centra-se em Maria a tal Call Girl, que é contratada por um intermediário de uma empresa do ramo imobiliário, no sentido de seduzir o Presidente de uma Câmara a aprovar um determinado empreendimento turístico. Entretanto surgem dois agentes da PJ, que procuram provar indícios de corrupção em todo este processo.
Acrescento só, que alguém devia alertar a Soraia Chaves, que esta, num filme, para além de mostrar de forma despudorada o seu corpo, deveria igualmente mostrar qualidade enquanto actriz.

5/10