quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Resi4

Como fã de Resident Evil, foi com grande entusiasmo que recebi a minha cópia do quarto episódio da série, em troca de apenas 20€. Passados apenas 8 meses do seu lançamento, o jogo passa de 65€ para 20€, o que representa um desconto de 70%. Tal facto leva-me a julgar de acertada a minha decisão de não comprar o jogo por ocasião do seu lançamento, esperando que mais promoções destas se façam, principalmente para “nós”, possuidores de consolas “singelas”...

Passando ao jogo propriamente dito, Resident Evil 4 distancia-se dos jogos anteriores. Agora não há zombies para ninguém. Aquando da nossa chegada a uma estranha vila somos apresentados inesperadamente a um conjunto de “pessoas” que tudo nos querem fazer menos “bem”. Com o avançar da intriga apercebemo-nos que o horror cientifico dos anteriores Resi´s é substituído pela temática religiosa fanática, onde a comunidade acompanha cegamente um tal Priest para tudo o que é oculto e misterioso. Teremos também a oportunidade de encontrar velhos conhecidos, mas não me vou alongar muito nesta matéria para não dissipar o factor surpresa.

Controlando Leon Kennedy, personagem de Resi 2, que agora é agente federal, temos como missão salvar a filha de um tal presidente dos EUA, dando uso a novas armas e “gadgets” que poderemos encontrar no vasto mundo criado para este jogo. Tão vasto que se dizia impossível a conversão de um jogo criado para a Gamecube para a sua congénere Playstation 2. No entanto a conversão é quase perfeita definindo Resi 4 como um dos melhores jogos que já passou pela PS2. A fluidez de movimentos é impressionante (o jogo tem como opção a taxa de 60Hz), as texturas são fantásticas e os efeitos especiais excelentes.

Resi 4 marca uma nova etapa na série Resident Evil, sendo o melhor alguma vez feito. As 20h necessárias para terminar o jogo criado por Mikami e companhia, são puro entretenimento.

Resident Evil 4 – 10/10


quarta-feira, 12 de julho de 2006

Somos todos culpados


Estava eu hoje de manhã a comer o meu bolito de arroz e ouvia o "tasqueiro", entre tantos outros, a queixar-se do nosso "mísero" Portugal, de como isto é assim e assado, o governo, etc etc. Sim, somos um país pobre(para quase todos), disso não há dúvida. Ao pensar nisso reparo na imensidade de cafés que são servidos por dia e tento fazer uma estimativa das chávenas do dito líquido que são servidas neste pequeno pedaço de terra à beira-mar plantado. Sinceramente não faço a mínima ideia. Então faço uma estimativa por defeito. Talvez 3 ou 4 milhões, considerando que até há bastante gente que toma mais que 1 café por dia e que aproximadamente mais de 1/3 das pessoas toma café (alguém com ideias mais claras que me informe). Reparei também que o dito "tasqueiro" não registava os cafés. Será que é prática comum? Ora bolas. Então sabendo que o IVA na restauração é de 12% (estarei enganado?) e que o preço do café é de 0,50€ (e quando não é maior), o IVA correspondente fica a 0,06€/café. Não ponho em causa os pobres dos donos de cafés e restaurantes, a crise, etc etc. Mas caraças, eu tenho os meus impostos todos contados, não há hipótese de fuga. Vamos supor que só metade dos "tasqueiros" "esquecem-se" de registar cafés, ora então são cerca de 2 milhões de cafés não registados, são 120 mil euros todos os dias que não entram para o estado, que NÓS pagamos. Ao fim de um ano são quase 44 milhões de euros. Isto só em cafés!!! Algo realmente está mal. É claro que parece um pouco esquisito pedir recibo de 1 café, mas porque não são eles registados? E ainda por cima os gajos dos restaurantes ainda ficam chateados quando pedimos recibos. Parece inacreditável, mas a culpa também é nossa. Eu por mim estabeleci um limite, acima de 5€ peço sempre recibo. É certo que até de uma pastilha deveriam ser passados, mas as mentalidades têm que mudar aos poucos. Isto só mudará quando as pessoas que não tenham em sua posse os recibos do que compram e consomem sejam multadas, assim o cidadão comum já se preocupará com o "roubo" directo à carteira. Mas se pensarmos bem, estamos a ser roubados todos os dias, é que já sabem quem paga a dívida do estado.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

E viva a “Museca”!

Inserido no festival de Glastonbury em 2004, fazendo parte da Absolution Tour, foi com grande expectativa que assisti no meu sofá, ao concerto de Muse em formato DVD.

E que grande concerto! Bellamy e companhia não deixam os seus créditos por mãos alheias, e presenteiam-nos com uma fantástica interpretação dos seus mais conhecidos temas. Aliás a simbiose de Bellamy com a guitarra é perfeita e impressiona a facilidade com que os mais estranhos acordes “saltam” das cordas.
No âmbito técnico, a realização captura muito bem o espectáculo, ajudada pelos efeitos visuais a que este festival já nos habituou. O som faz as delicias dos amantes do stereo, neste caso no formato PCM sem compressão. Quem gosta do já tradicional 5.1 vai ficar algo desapontado porque não se encontra nenhuma faixa gravada neste formato no DVD.

9/10

Coff coff


E a gripe das aves? Onde anda? Enfim...

quarta-feira, 31 de maio de 2006

O outro lado


Mais de 10 anos depois eles ainda aqui andam. Num estilo que ao longo dos anos vai perdendo o fulgor, os Deftones acompanham a agressividade de bandas como os Korn, Tool e Metallica, que apesar do passar dos anos e natural amadurecimento continuam a dar-nos sons que levam-nos até à adolescência. Paradoxalmente, este B-sides & rarities mostram-nos a outra face (mas não muito diferente da que conhecemos) de uma banda que dizem estar a acabar (já o dizem faz 5 anos...), uma face não totalmente desconhecida de pequenas baladas rockeiras e versões. Note-se o brilhante "Please please please let me get what I want" dos The Smiths a acompanhar lados B dos singles e versões acústicas de alguns temas da banda. Indispensável para os fãs e um bom tempo de audição para quem gosta do género.
7/10

Greve dos pescadores


Segundo as notícias do dia de hoje, os pescadores portugueses estão em greve exigindo ao Estado português ajudas financeiras para os ajudar a combater o aumento dos combustíveis.
Nesta situação temos de analisar o seguinte, estes pescadores exigem que o Estado português recorra aos métodos que até aqui foram sistematicamente utilizados, nomeadamente o recursos aos fundos comunitários. Na minha opinião esta é típica atitude que na quase totalidade dos portugueses adoptaram após a adesão de Portugal à União Europeia, e após envio de elevedadissímas somas monetários através dos quadros comunitárias. Ou seja, ano após ano, os fundos comunitários foram sendo sistematicamente utilizados como meros paliativos, não se tendo tomado medidas estruturantes e com objectivos e metas de longo prazo.
Isto é exactamente aquilo que o nosso Ministro da Agricultura e Pescas (Jaime Silva) dizia na RTP1, se a forma como os fundos comunitários até aqui foram aplicados não produziram resultados positivos, não vamos insistir na mesma política, devendo-se apostar de forma diferente, visando outro tipos de objectivos.
Concordo com o ministro, e penso que esta deverá ser a atitude a ser tomada por todos os outros Ministérios de modo a que este último quadro comunitário seja eficazmente utilizado e que o nosso pobre país consiga daí tirar dividendos.

sábado, 6 de maio de 2006

MP3 - prós e contras

O MP3 (MPEG-1/2 Audio Layer 3) foi um dos primeiros tipos de arquivo a comprimir áudio com perda de dados, com eficiência, de forma quase imperceptível ao ouvido humano. O método de compressão baseia-se em estudos sobre psico-acústica. Basicamente, na forma de algoritmo, este retira da música coisas que o ouvido humano não conseguiria perceber devido a fenómenos de mascaramento de sons e limitações da audição humana. Ora é aqui que reside o cerne da questão: na minha opinião “o” MP3 é “um gajo que não usa cuecas nem meias porque não se vêm”. Quanto a mim existem frequências que, mesmo que o nosso limitado ouvido não capte, podem despertar outros sentidos e consequentemente nos levar a emoções diferentes. No entanto, é de louvar o que o MP3 nos trouxe: portabilidade, ficheiros pequenos que vieram a favorecer as “transacções” e consequente partilha dos mesmos, mas está na altura de adoptarmos Codecs mais avançados nomeadamente Lossless, ou seja sem perdas, que não removem nenhuma informação ao fluxo de áudio, por exemplo FLAC. Desta forma temos o melhor de dois mundos: a compressão Lossless, ficheiros mais pequenos que o PCM mas com a mesma qualidade. Mas será que mais alguém se interessa por isso?