domingo, 9 de abril de 2006
"Downloads" ilegais dividem opiniões
As 28 queixas-crime apresentadas pela Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) contra utilizadores anónimos de programas de partilha de ficheiros levantaram uma questão já antiga. A legitimidade de processar criminalmente quem descarrega músicas protegidas da Internet é dúbia e sujeita a várias interpretações.
Luís Silva Pereira, jurista da Deco, considera difícil provar a intenção de dolo por parte dos "downloaders". Tal é, no entanto, possível pela avaliação de cautelas tomadas por parte de quem descarrega os ficheiros, como a ocultação por meios informáticos dos números de IP ou descarregamento por sítios ou programas que dificultem investigações.
A facultação dos números de IP por parte dos prestadores de serviços de Internet (ISP) à Polícia Judiciária é, explica Luís Pereira, perfeitamente legítima desde que parta de ordens de um Tribunal. Já o encerramento dos servidores de programas que permitem a partilha de ficheiros pela Net é, para o jurista, dependente do grau de abuso e utilização ilegal que proporcionam. Se se verificar que tais servidores são maioritariamente utliizados para a partilha de música e filmes protegidos, então o encerramento será legítimo. Já o encerramento de qualquer servidor de partilha de ficheiros "porque há a possibilidade de utilização errónea e ilegal, é um disparate completo", acrescentou.
"Downloads" dividem músicos portugueses
Nem todos os profissionais de música em Portugal encaram o descarregamento de música pela Internet como prejudicial aos artistas. Dado que o dinheiro procedente da compra de CD reverte sobretudo para as editoras, as bandas e músicos obtêm a maior parte dos rendimentos através de concertos.
Guillermo de Liera, vocalista dos Primitive Reason, declarou ao JPN que "o 'download' legal de músicas é óptimo para as bandas porque lhes dá uma projecção internacional que não obteriam de outro modo". Por outro lado, "os 'downloads' ilegais representam uma quebra de vendas enorme que levam a que as editoras não invistam tanto nos artistas, acabando por despedi-los por não serem rentáveis".
Valdjiu, membro dos Blasted Mechanism, refere que a banda "conseguiu dar a volta a este problema ao criar a sua própria editora que produz não só a banda, como vários outros projectos num espírito de parceria que não existe nas editoras convencionais".
Guillermo de Liera admite que com a disseminação das tecnologias de produção e edição musical, os músicos podem gravar e produzir os seus álbuns em casa, sendo que "a venda das músicas reverteriam exclusivamente para os artistas, em vez de 80% para a editora e 20% para a banda". O descarregamento ilegal de músicas é, para o vocalista, prejudicial, já que se os "downloads" de músicas do Primitive Reason se traduzissem em discos vendidos, a banda já teria obtido vários álbuns de platina.
Já o músico dos Blasted Mechanism afirma que o novo método de disponibilização gratuito do "produto intelectual dos artistas os coloca na vanguarda de uma nova sociedade em que desaparece o capitalismo dos intermediários". Para Valdjiu, "é bom que as pessoas tenham acesso às nossas músicas e as 'curtam' para depois verem ao vivo" a banda.
O preço médio de um CD em Portugal situa-se entre os 15 e os 20 euros, sendo que uma banda que cobre entre cinco e 10 euros por concerto lucra muito mais do que com a venda de álbuns - até porque dá muito mais espectáculos do que grava discos. Por estas razões, e apesar de considerar o papel das editoras importante, Valdjiu frisou que o seu desejo "é que se partilhe". "Em vez de andarmos todos a comprar e a vender, que se partilhe. Se as editoras desaparecem ou não já é entrar na futurologia, mas quiçá aconteça", diz.
http://jpn.icicom.up.pt/2006/04/07/downloads_ilegais_dividem_opinioes.html
terça-feira, 4 de abril de 2006
Indústria fonográfica processa portugueses que roubam música
Acerca disto só quero aqui deixar o seguinte:
Artigo 75.º dos direitos de autor
Âmbito
1 — São excluídos do direito de reprodução os actos de reprodução temporária que sejam transitórios ou acessórios, que constituam parte integrante e essencial de um processo tecnológico e cujo único objectivo seja permitir uma transmissão numa rede entre terceiros por parte de um intermediário, ou uma utilização legítima de uma obra protegida e que não tenham, em si, significado económico. Na medida em que cumpram as condições expostas, incluem-se os actos que possibilitam a navegação em redes e a armazenagem temporária, bem como os que permitem o funcionamento eficaz dos sistemas de transmissão, desde que o intermediário não altere o conteúdo da transmissão e não interfira com a legítima utilização da tecnologia conforme os bons usos reconhecidos pelo mercado, para obter dados sobre a utilização da informação, e em geral os processos meramente tecnológicos de transmissão.
E já agora:
http://clientes.netvisao.pt/pintosaa/Manifesto.htm
sexta-feira, 24 de março de 2006
Sem titulo
Então o que o suposto jovem disse sensivelmente a meio da conferência foi: "Comecei a brincar com a droga, agora a droga brinca comigo"
segunda-feira, 20 de março de 2006
TSI
A volkswagen apresentou o novo Golf GT 1.4 TSI com 170 cv. Tal facto representa uma pedra num charco de hegemonia, preconizada pelo domínio do diesel.
O motor 1.4 TSI é o primeiro propulsor duplamente sobrealimentado, tecnicamente designado TSI. Trata-se de uma motorização compacta de 1.4 litros, com injecção directa a gasolina, capaz de desenvolver 170 cv de potência máxima e um binário máximo de 240 Nm disponível entre as 1750 e as 4500 rpm. Estes impressionantes valores são possíveis graças à dupla sobrealimentação, que combina um turbo accionado pelos gases de escape com um compressor volumétrico accionado mecanicamente.
Ou seja, para os baixos regimes é usado o compressor e para as altas rotações o turbo, interligados em série. Este sistema faz com que a linearidade da resposta seja notável, ao contrário do que acontece nos carros “turbinados” a diesel, onde a resposta é “on/off” (ou há muita potencia ou a mesma não existe).
Tanta potência geralmente significa consumos altos, mas não neste caso onde a marca apresenta um consumo combinado de 7.2L por cada 100 km percorridos. No entanto se a baixa cilindrada deste propulsor adivinha uma redução no IA, e consequentemente uma redução no PVP, tal não se verifica no preço final. Cerca de 30 000€ é o que custa este VW, no entanto como nota de rodapé, é o mesmo preço pedido pelo mesmo Golf 1.9 TDI com 105 cv, ou até pela versão 1.6 FSI de 115 cv.
terça-feira, 7 de março de 2006
Mas por que raio...??!!
Mas por que raio ouvimos ex-ministros das finanças a pronunciar-se sobre a actual situação ecónomico-financeira do país, e nenhum deles assume, nem que seja um ínfima quota parte de culpa da nossa actual situação e consideram sempre que a culpa foi dos outros, e todos eles continuam a dar palpites aos actuais ministros sobre como governar, sendo que estes senhores dão estes palpites com uma elevada atitude de arrogância e prepotência, como se eles fossem os detentores de toda a verdade e de todo o saber??!!
Mas por que raio o nosso actual Primeiro-Ministro apesar de todos, excepção feita aos membros do seu governo e partido que o apoia, defenderem que Portugal não deveria investir na construção do novo aeroporto na Ota, e que não deveria investir no TGV, e apesar de tudo, numa atitude autista, os investimentos irem mesmo por adiante??!!
Mas por que raio, nenhum político, ou melhor, nenhuma pessoa influente, é condenada neste país??!!
Mas por que raio, depois da adesão de Portugal à antiga C.E.E., e ano após ano de enormes injecções financeiras, Portugal estar no estado em que está??!!
Mas por que raio...??!!
quarta-feira, 1 de março de 2006
Falta de respeito
Para mim falta de respeito, vai muito para além de alguém não ceder o seu lugar num transporte público a um idoso ou a uma grávida, de estar ao lado de um caixote de lixo, e insistir em mandar para o chão o papel que tem na mão...
Hoje, por sinal, assisti e vivi, duas situações que são casos paradigmáticas desta enorme falta de respeito que certas pessoas insistem em ter face aos outros.
Uma das situações foi o facto de ter requisitado um livro numa biblioteca, e tal não é o meu espanto quando chego a casa e o começo a folhear, e reparo que o referido livro está quase desde o seu inicio ao seu fim, totalmente sublinhado e com indicações escritas à mão nas margens. Ou seja, o dito(a) iluminado(a) que antes de mim havia requisitado o livro, decidiu esquecer-se que o livro que possuía, não era seu, mas de todos, de todos aqueles que por um outro motivo, também irão utilizá-lo, e que aquilo que havia efectuado no livro, somente era para seu interesse e para mais ninguém.
A outra situação foi mesmo ao sair da porta da rua, então deparo-me com este cenário: estão dois cãezinhos a efectuaram as suas necessidades fisiológicas (defecar) em pleno passeio, com a sua dona a assistir, e logo após os seus animaizinhos terem acabado o que tinham iniciado, a referida pessoa, como se nada fosse consigo, virou costas e foi-se embora, ignorando a responsabilidade que tinha em apanhar aquilo que os seus animais de estimação haviam deixado em pleno passeio, pois, mais tarde ou mais cedo, alguém mais distraido, irá concerteza pisar algo que não desejaria.
É impressionante o quanto as pessoas insistem em olharem somente para o seu umbigo esquecendo-se que o mundo não gira somente à sua volta, bem pelo contrário, está muito para além delas, elas são apenas uma roda dentada em toda esta engrenagem que é a sociedade e o mundo. Era bom que as pessoas parassem um bocadinho para pensar, e reflectissem nas atitudes que diariamente têm e a influência que estas têm nos outros.

